segunda-feira, 27 de junho de 2016

BRAÇO FORTE


ORGULHO


terça-feira, 7 de junho de 2016

AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO GRANDE ABC


BALISTIC MISSILES


TECNOLOGIA


DEFESA


BRADO DEFESA & SEGURANÇA NO ABC DE SÃO PAULO


BRADO DEFESA & SEGURANÇA NO ABC DE SÃO PAULO


BRADO DEFESA & SEGURANÇA NO ABC DE SÃO PAULO


BRADO DEFESA & SEGURANÇA NO ABC DE SÃO PAULO


BRADO DEFESA & SEGURANÇA NO ABC DE SÃO PAULO


ACONTECEU


BRADO DEFESA & SEGURANÇA NO ABC DE SÃO PAULO


BRADO DEFESA & SEGURANÇA NO ABC DE SÃO PAULO


REVISTA APL DE DEFESA DO GRANDE ABC


REVISTA APL DE DEFESA DO GRANDE ABC


REVISTA APL DE DEFESA DO GRANDE ABC


REVISTA APL DE DEFESA DO GRANDE ABC


SANTA MARIA TECNOPARQUE


POLO DE DEFESA NO RS


2016 EUROSATORY


2016 EUROSATORY - PARIS


segunda-feira, 6 de junho de 2016

FORÇAS ARMADAS


EUROSATORY 2016


SEMINÁRIO INTERNACIONAL - PDR ABC 2016


SÃO JOSÉ DOS CAMPOS


ACONTECEU


São Bernardo Indústria de Defesa

INOVAÇÃO SEM LIMITES


DEFESA NO ABC DE SÃO PAULO


APL DE DEFESA


INDÚSTRIA DE DEFESA NO ABC


DEFESA


ABC

Governo quer transformar ABC em polo industrial da Defesa

São Bernardo - Para ampliar a capacidade tecnológica de construção de aviões que são usados pelo Ministério da Defesa, o Município de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, em conjunto com indústrias locais e sindicatos, realizou ontem uma rodada de negócios para discutir a viabilidade de se investir no setor. Para o assessor especial do Ministério da Defesa, José Genoíno, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, a região possui o necessário para a formação de um polo industrial que envolveria empresas nacionais, estrangeiras, centros de pesquisa e instituições de ensino superior. "O BNDES é um grande parceiro da indústria e queremos ajudar o setor a crescer no Brasil", disse Coutinho, para quem a região está preparada para este tipo de iniciativa. "Temos aqui um amplo parque fabril, com condições e mão de obra necessárias para se tornar um grande centro de tecnologia de ponta da região", diz.A intenção do governo, de acordo com Coutinho, é oferecer linhas de crédito para aqueles que se instalarem na região. Grupos internacionais do setor teriam um terço do capital das novas empresas e seriam obrigados a produzir no país. "Já estamos sendo procurados por multinacionais nesse sentido", esclareceu o executivo, sem citar quantas empresas já estariam interessadas no segmento. Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, a conversa entre as empresas e a administração pública é um grande passo, inclusive para o trabalhador: "Vemos aqui uma oportunidade única de expandir nosso mercado de trabalho", diz.Da mesma opinião partilha o coronel Alexandre Lemos, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde). "Temos no ABC indústrias de plástico, químicas, de autopeças e automobilísticas. Isso significa que já há na região a infraestrutura necessária para o primeiro passo, além da mão de obra qualificada e universidades especializadas em tecnologia", afirma.Entre os interessados na construção dos aviões de combate das Forças Armadas Brasileiras (FAB), estão a francesa Rafale International, constituída por Dassault Aviation, Snecma e Thales, a sueca Saab (fabricante do Gripen) e a americana Boeing (fabricante do caça FA-18 Super Hornet). "As grandes indústrias nacionais já descobriram que o ABC é um dos palcos mais avançados para receber esse tipo de tecnologia dentro do Brasil", diz o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de SBC, Jefferson da Conceição. Sobre qual das duas empresas seria mais benéfica para o município, Conceição atrela a decisão ao governo federal. "Confiamos na escolha da presidente [Dilma Rousseff] sobre qual avião é o mais adequado para o Brasil; nossa intenção agora é apenas colocar São Bernardo na geografia da indústria nacional."De acordo com o chefe do Executivo da cidade, Luiz Marinho (PT), a entrada de São Bernardo para a geografia industrial de aviões não é uma afronta a outros polos. "Não quero comparar o ABC com o Vale do Paraíba, a intenção não é essa", disse. Para ele, existe a disposição de atrair novos investimentos que vão colaborar com o desenvolvimento de toda a região. "Eu ajo como um elemento agregador. Como no caso da Volkswagen que está disposta a construir uma nova unidade. Se for construir que seja aqui, se for ampliar que seja em São Bernardo, isto é importante", disse.O chefe do Executivo acredita que as linhas de crédito poderão vir das novas formas de economia brasileira, como o pré-sal. "A indústria de Defesa ressurge em um momento em que os olhos do mundo estão voltados ao Brasil."HistóricoPara atrair investimentos, um dos primeiros passos foi a Medida Provisória n. 544, publicada no final de setembro, que prevê a desoneração do setor e acelera licitações públicas, dando mais agilidade aos processos. Para Coutinho, quando medida similar foi adotada no setor de aviação, a Embraer cresceu. Agora o governo quer estender o programa a todos os setores ligados à indústria da Defesa. O primeiro passo para a ampliação tecnológica da cidade aconteceu este ano, com a inauguração do Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB). De acordo com os últimos dados liberados pela prefeitura, até setembro, havia 30 projetos ligados à indústria da Defesa estavam em andamento no centro. A iniciativa surgiu de um acordo entre a prefeitura de São Bernardo e a Saab. Em 2010, a União investiu R$ 7,2 bilhões em Defesa. Em 2011, a previsão é de que o governo destine 4,3% do PIB para Defesa.2.910Aviões

O APL DE DEFESA DO GRANDE ABC


ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA - CGERD


CONSÓRCIO DO ABC

 

 

Consórcio quer potencializar indústria de defesa no ABC

A escolha de São Bernardo como sede da primeira fábrica da sueca Saab no Brasil poderá alavancar a indústria de defesa do ABC. Para explorar as oportunidades do setor, a Agência de Desenvolvimento Econômico do ABC, ligada ao Consórcio Intermunicipal da região, está desenvolvendo estudo sobre políticas industriais, que poderão ser implementadas nos próximos anos, como forma de potencializar este mercado. A expectativa é que o documento seja concluído até o fim deste ano.
“Esse é um projeto de médio e longo prazo. Até o fim do ano as diretrizes vão estar prontas, com o relatório final e as tarefas de cada município e secretarias de Desenvolvimento Econômico. Esse documento vai nos dar elementos para traçar planos. O tempo de implementação, que partes do avião serão desenvolvidas na região e potencial de geração de emprego e renda”, afirmou o presidente do Consórcio e prefeito de Rio Grande da Serra, Luis Gabriel da Silveira, o Gabriel Maranhão (PSDB).
Atualmente, a região já conta com 28 empresas que fornecem para a cadeia de defesa, sendo 12 em São Bernardo, cinco em Diadema, cinco em Santo André; três em Mauá, duas em São Caetano e uma em Ribeirão Pires, conforme detalhou Giovanni Rocco, secretário Executivo da agência.
Transbordamento
Rocco destacou que o estudo também vai analisar formas de ampliar os índices de “transbordamento” tecnológico da indústria de defesa, ou seja, a capacidade de atingir outras cadeias produtivas. “Sinais desse estudo mostram que a África do Sul (que também produz aeronaves Saab) conseguiu usar apenas 20% do transbordamento. Queremos desenvolver ações para não cometer os mesmos erros”, disse.
Exemplo de transbordamento tecnológico promovido pela indústria de defesa, segundo o secretário executivo, é a telefonia móvel, que absorveu diversas funções do setor, como a tela touch (sensível ao toque), transferência de dados e o infravermelho. “Vamos trabalhar para atrair mais empresas e verificar, por exemplo, como uma indústria de ferramentaria poderia se beneficiar com essa transferência de tecnologia que transborda da indústria de defesa. É importante saber o que temos na região para saber o que precisa ser feito para capacitar as empresas”, destacou Rocco.
A construção da fábrica da Saab em São Bernardo foi anunciada no começo do ano passado, após a empresa sueca vencer uma licitação internacional para fornecimento de 36 aviões de combate às Forças Armadas Brasileiras (FAB), dentro do projeto denominado FX-2. O negócio foi fechado pelo valor de US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 10,6 bilhões), que deverão ser pagos até 2023. A previsão é que a FAB receba o primeiro caça sueco no final de 2018.
 
Editoria: Regional
 
 
 
 

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ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA

COMDEFESA - FIESP / FIESC / FIERGS: propostas para revisão END e Livro Branco

Os Departamentos da Indústria de Defesa das entidades FIESP / FIESC / FIERGS apresentam Contribuições para a atualização da Política Nacional de Defesa, Estratégia Nacional de Defesa e Livro Branco de Defesa Nacional

Os Departamentos da Indústria de Defesa das entidades FIESP / FIESC / FIERGS apresentam Contribuições para a atualização da Política Nacional de Defesa, Estratégia Nacional de Defesa e Livro Branco de Defesa Nacional.
Documento emitido pelas Entidades:

FIESC
FIESP
FIERGS - CIERGS

São Paulo, 28 de abril de 2016

N/C COMDEFESA / FIESP º 06/16

Ao Senhor EDUARDO PINTO URBANO
Chefe de Gabinete da Secretaria de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa (SEPROD/MD) Esplanada dos Ministérios — Bloco "Q" — 2º andar
CEP: 70049-900 — Brasília-DF

Assunto: Contribuições para a atualização da Política Nacional de Defesa, Estratégia Nacional de Defesa e Livro Branco de Defesa Nacional

Senhor Chefe de Gabinete,

1. O Departamento da Indústria de Defesa (COMDEFESA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em conjunto com os COMDEFESAS da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) e Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), acolhem com grande satisfação a oportunidade de contribuir para os trabalhos de atualização dos documentos Política Nacional de Defesa (PND), Estratégia Nacional de Defesa (END) e Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN). Como é sabido, a missão do COMDEFESA está pautada por dois objetivos principais:

(i) propor ações de desenvolvimento da indústria nacional e fomentar a Base Industrial de Defesa (BID), bem como,
(ii) valorizar as missões constitucionais das Forças Armadas. Por essa razão, este Departamento congratula essa Secretaria pelos esforços empreendidos para a atualização desses três documentos fundamentais não somente para o Ministério da Defesa como também para todo o setor de defesa brasileiro.

2. Primeiramente, torna-se relevante sublinhar o prazo relativamente exíguo para que as contribuições deste Departamento fossem recebidas pela SEPROD, não obstante as diversas oportunidades de interação proporcionadas pelas Reuniões Plenárias, realizadas mensalmente por este Departamento, e pela existência da Comissão Mista da Indústria de Defesa (CMID), a qual detém como uma de suas atribuições "promover a integração entre o Ministério da Defesa e órgãos e entidades públicos e privados relacionadas à base industrial de defesa". Outra linha de ação possível de ser adotada oportunamente é a realização de reuniões específicas sobre a matéria, nas quais o COMDEFESA poderia contribuir de forma mais consistente. Observada essa limitação temporal, o COMDEFESA formou um Grupo de Trabalho visando a discutir e a prover as contribuições solicitadas, as quais foram sintetizadas em quatro tópicos inter-relacionados abordados a seguir:

I. Necessidade de efetiva adaptação da END 2016 às novas circunstâncias dos ambientes nacional e internacional;
II. Renovação e intensificação dos esforços de reorganização e modernização organizacional das estruturas das Forças Armadas e do Ministério da Defesa;
III. Implantação de um claro sistema integrado de planejamento e de aquisições de defesa.
IV. Estabelecimento de arranjos institucionais mais claros de coordenação governamental no que tange aos diversos atores e às diversas políticas públicas relevantes para a defesa nacional.

3. I. Necessidade de efetiva adaptação da END 2016 às novas circunstâncias dos ambientes nacional e internacional.

A primeira END de 2008 foi, indubitavelmente, um marco para o debate sobre defesa em nosso país. Focada em ações estratégicas de médio e longo prazos, a Estratégia buscou atuar em três eixos estruturantes:

(i) reorganização das Forças Armadas,
(ii) reestruturação da indústria brasileira de defesa e,
(iii) recomposição dos efetivos das Forças Armadas.

Já a versão atualizada da END lançada em 2012 foi acompanhada, entre outras inovações institucionais, pela Lei n2 12.598/2012 e pelo então inédito Livro Branco de Defesa Nacional, contendo em seu anexo II o Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED). Ademais, observou-se nos últimos anos um significativo aumento do orçamento da Defesa, em especial o montante de recursos alocados em investimentos. Todavia, o atual quadro nacional e internacional é bem distinto dos verificados em 2008 e em 2012, suscitando respostas governamentais condizentes com os desafios postos para o setor de defesa como um todo. Cortes e contingenciamentos abalam projetos estratégicos e investimentos realizados em empresas chave da BID correm riscos de se perderem, uma vez que diversas empresas se encontram reavaliando seus planejamentos. Demissões de recursos humanos especializados se propagam em ritmo acelerado e projetos estratégicos se arrastam na agenda governamental à espera de definições. Empresas convivem com situações financeiras dramáticas em função da interrupção de pagamentos por parte do governo e o atual processo de desindustrialização tende a agravar esse quadro. Portanto, este Departamento sugere que a END 2016 aborde os efeitos da atual crise político-econômica em seu texto e, nesse sentido, preferencialmente aponte as linhas de ação e as prioridades, em um contexto de austeridade fiscal, a serem buscadas nos próximos quatro anos, conforme dispõe a Lei Complementar nº 136/2010;

4. II. Renovação e intensificação dos esforços de reorganização e modernização organizacional das estruturas das Forças Armadas e do Ministério da Defesa.

O planejamento de defesa é um empreendimento permanente. O acelerado avanço tecnológico e o ambiente difuso de vulnerabilidades e de ameaças impõem a existência de Forças Armadas em grau de prontidão compatível com as circunstâncias vigentes. Para tanto, necessita-se de uma estrutura condizente com a complexidade de traduzir, de forma eficiente e eficaz, recursos cada vez mais escassos em efetivas capacidades militares. Não por acaso, atualmente diversos países procuram priorizar níveis tecnológicos e de prontidão operacional, reduzindo a participação dos recursos alocados em pessoal. No entanto, desde a primeira END de 2008, é possível verificar que diversas medidas fundamentais para o setor de defesa ainda estão pendentes, como:

(i) a atualização da Política de Ciência, Tecnologia e !novação para a Defesa Nacional;
(ii) a atualização da Política Nacional da Indústria de Defesa;
(iii) a proposta de estabelecimento de ato legal que garanta a alocação, de forma continuada, de recursos financeiros específicos para viabilizar o desenvolvimento integrado e a conclusão de projetos relacionados à defesa nacional;
(iv) a criação de quadro específico de especialistas civis de defesa e,
(v) os lançamentos da Política Nacional de Exportação de Produtos de Defesa (PNEPRODE) e da Política de Obtenção Conjunta de Produtos de Defesa, atendendo ao objetivo de implementar, no mais breve período, uma política centralizada de compras de produtos de defesa, sob responsabilidade da SEPROD, conforme originalmente disposto na END 2008.

Nesse quadro, o COMDEFESA propõe que sejam renovados e intensificados os esforços de reorganização e modernização organizacional das estruturas das Forças Armadas e do MD na END 2016, incluindo o enfrentamento do desafio da elevada parcela de recursos orçamentários destinada para pessoal e os relativamente baixos investimentos, em um panorama de austeridade fiscal. E ainda, seria oportuno que a atualização da END apontasse possíveis alternativas à recorrente imprevisibilidade orçamentária, a qual vem sistematicamente impedindo planejamentos concretos por parte não só das Forças Armadas como também da indústria. Na mesma direção, este Departamento salienta a importância de que a END 2016 indique em suas disposições finais objetivos, metas, prazos e responsabilidades claros e mensuráveis, apontando não só tarefas de longo prazo, mas também os compromissos assumidos para os próximos quatro anos, tendo como foco a consecução de uma estrutura militar factível e crível, considerando as demais prioridades brasileiras;

5. IIl. Implantação de um claro sistema integrado de planejamento e de aquisições de defesa.
Desde a END de 2008, ocorreram importantes definições políticas para a defesa nacional, várias das quais contaram com contribuições deste Departamento, como a Lei 12.598/2012_ Além disso, observou-se que a classe política e outros órgãos governamentais passaram a exercer uma posição mais ativa nas discussões atinentes ao desenvolvimento da Base Industrial de Defesa. Um dos resultados dessas transformações foi o lançamento de novos planos de reequipamento e de novos projetos de defesa subsequentes, consubstanciados no PAED 2012. Entretanto, tais projetos considerados estratégicos não foram contemplados com alocação concreta de recursos orçamentários. Na realidade, os principais projetos da Defesa são frequentemente readequados e têm seus prazos dilatados, em detrimento das capacitações tecnológicas alcançadas pela indústria e erodindo as capacidades militares das Forças Armadas. Assim, empreendimentos bilionários como, por exemplo, o SisGAAz, o SisFron, o PROTEGER, o PROSUB, o PROSUPER, o KC-390 e o F-X2/Gripen compõem um portfólio tecnológica e administrativamente complexo, demandando cada vez mais urna gestão integrada por parte do Ministério da Defesa. Portanto, o COMDEFESA aventa a possibilidade de que a END 2016 aborde de forma mais pormenorizada a questão da política de obtenção de produtos de defesa, rumo à implantação de um claro sistema integrado de planejamento e de aquisições de defesa centralizado no MD, o que possibilitará maior previsibilidade e uma gestão abrangente de todo portfólio da Defesa. Afinal, vários dos projetos estratégicos das Forças Armadas atualmente em andamento se encontram em situação crítica, dependendo de direcionamentos e de priorizações condizentes com a busca pela qualidade da aplicação dos escassos recursos públicos;

6. IV. Estabelecimento de arranjos institucionais mais claros de coordenação governamental no que tange aos diversos atores e às diversas políticas públicas relevantes para a defesa nacional.

Uma estratégia nacional de defesa é inseparável da estratégia nacional de desenvolvimento. De fato, a defesa nacional, assim como outros setores, é permeada e influenciada por diversas políticas públicas e órgãos governamentais. Nesse quadro, sugere-se o estabelecimento de arranjos institucionais mais claros entre os vários atores governamentais relevantes para o setor de defesa e sua Base Industrial de Defesa, especialmente no que se refere às Empresas Estratégicas de Defesa (EED) e ao Regime Especial Tributário da Indústria de Defesa (RETID). Assim, somado à implantação de um sistema integrado de planejamento e de aquisições de defesa, seria importante definir com clareza, ao longo de todo ciclo de vida dos principais produtos de defesa a serem efetivamente adquiridos pelo MD, os papéis exercidos, em cada uma das fases de obtenção, por parte, por exemplo, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP/MCTI); do Ministério da Fazenda (incluindo órgãos como a Receita Federal); do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior (MDIC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), entre outros atores expressivos para o setor de defesa brasileiro. Tal esforço institucional contribuiria para o fortalecimento dos mecanismos de liderança, de estratégia e de controle, considerados essenciais para o incremento da governança no setor público de urra forma geral.

Atenciosamente,

Glauco José Côrte
Presidente do COMDEFESA / FIESC

Jairo Cândido
Diretor Titular COMDEFESA

Raul José Ferreira Dias
Coordenador do COMDEFESA FIERGS

PARQUE TECNOLÓGICO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Parque Tecnológico de São José dos Campos se torna o maior do País

Instituição no Vale do Paraíba conta com 304 empresas, distribuídas em centros empresarias, incubadoras, centros de desenvolvimento tecnológico e APLs.

 
O Parque Tecnológico São José dos Campos e o Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (Cecompi) se tornam nesta semana uma só organização. Com isso, o Vale do Paraíba passa a abrigar o maior complexo de inovação e empreendedorismo do País, com um total 304 empresas e seis instituições de ensino e pesquisa. Na união das duas instituições prevaleceu a denominação Parque Tecnológico São José dos Campos, cuja sede fica no km 138 da Via Dutra (SP-RJ) em uma área de 25 milhões de metros quadrados.

Inaugurado em 2009, o Parque foi o primeiro a ser credenciado no Sistema Paulista de Parques Tecnológicos. Sua atividade é diversificada, constituída por diferentes ambientes e tem a participação de empresas de vários segmentos econômicos, como aeronáutico, espacial, TIC, saúde e automotivo, dentre outros. Conta também com unidades de seis instituições de ensino e pesquisa, como as universidades Estadual Paulista (Unesp) e Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

"Somos um ambiente diversificado, com uma forte sinergia de empresas entre si e de empresas com instituições de ciência e tecnologia", resume Marco Antonio Raupp, diretor geral do Parque e ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (fevereiro 2012-março 2014). Ele dá ênfase também ao fato de a instituição ser financiada por recursos tanto privados como públicos. Desde sua criação, o Parque teve investimentos de R$ 1,9 bilhão.

Ambientes diversos
O Parque Tecnológico São José dos Campos é o único no mundo em que são realizadas atividades das três maiores fabricantes mundiais de aviões: Boeing, Airbus e Embraer. Isso se deve aosvários ambientes que compõem a instituição.

São três centros empresariais, onde estão60 empresas de pequeno, médio e grande porte. Todas elas realizam atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.
P,D&I é o foco também dos cinco Centros de Desenvolvimento Tecnológico, dedicados a projetos em Saúde, TIC, Aeronáutica, Águas e Saneamento Ambiental, e Construção Civil. Cada Centro conta com uma empresa-âncora e várias empresas menores.
Os laboratórios do Parque são também utilizados pelas empresas em seus projetos de inovação. São três laboratórios: de Estruturas Leves; de Simulação de Sistemas Críticos; e de Desenvolvimento em Manufatura.
O Arranjo Produtivo Local de TIC reúne 66 empresas, desenvolvedoras de softwares, hardwares e serviços de TI, com foco principal em varejo, cidades inteligentes e indústria 4.0.
Já o Cluster Aeroespacial e de Defesa, encabeçado pela Embraer, reúne 116 empresas,distribuídas em seis Estados brasileiros. Elas atuam em consultoria, engenharia, serviços, indústria e manufatura, e defesa e segurança.
O Parque tem a sua própria incubadora de empresa e cuida de outras duas, externas, todas elas vinculadasao Programa Municipal de Incubadoras de São José dos Campos. No total, são 32 empresas incubadas.
Outras 30 empresas estão nas Galerias do Empreendedor, programa de natureza socioeconômica realizado em três bairros da periferia de São José dos Campos.
O Parque conta ainda com um Escritório de Negócios, cuja finalidade é colaborar com as empresas no seu desenvolvimento junto ao mercado. Os serviços são oferecidos também para empresas não vinculadas ao Parque Tecnológico.
Expansão
Estão sendo construídos mais um Centro Empresarial e dois laboratórios: um de Compatibilidade e Interferência Eletromagnética, e outro de Manufatura Digital e Prototipagem Virtual.
Paralelamente, o Parque se volta para a expansão imobiliária e a instalação de novos estabelecimentos de serviços para atender sua população de seis mil pessoas. Para isso, a administração está aberta a parcerias com empresas dos setores potencialmente interessados, como incorporadoras e construtoras imobiliárias, estabelecimentos bancários, restaurantes, lojas comerciais e prestadores de serviços diversos.
 
Parque Tecnológico São José dos Campos em números:
- R$ 1,9 bilhão em investimentos
- 25 milhões de m² é a área
- 6 mil pessoas diariamente
- 60 empresas residentes no Parque
- 6 instituições de ciência e tecnologia
- 116 empresas associadas ao APL Aeroespacial
- 66 empresas associadas ao APL TIC
- 32 empresas incubadas
- 30 microempresas as Galerias do Empreendedor
- 4 auditórios e 3 salas para locação para eventos
- 830 vagas de estacionamento de veículos


POLO DE DEFESA NO ABC DE SÃO PAULO