terça-feira, 11 de agosto de 2015

Ministério da Defesa afirma que segurança dos Jogos Olímpicos custará R$ 580 milhões

A um ano para o início dos Jogos Olímpicos Rio-2016, as Forças Armadas garantem que o planejamento operacional já está pronto. Na avaliação feita nesta sexta-feira (7) pelos coordenadores de segurança e da área de formação dos atletas do Ministério da Defesa, falta apenas definir quem fará a segurança de dignitários. O governo espera a presença de pelo menos 120 autoridades no Rio de Janeiro, além de 15 mil atletas.
“Será o nosso sétimo grande evento desde o Pan-Americano, em 2007”, afirma o general Luiz Felipe Linhares Gomes, chefe da Assessoria de Grandes Eventos do Ministério da Defesa. Ele explicou que todo o planejamento, iniciado há dois anos, está em fase final e deve ser encerrado na próxima semana. Nos Jogos Olímpicos, o ministério vai gastar R$ 580 milhões, recursos que estão sendo liberados desde 2014.
Além da indefinição sobre a segurança de autoridades, que está sendo discutido com a Polícia Federal e com o governo do Rio de Janeiro, o Ministério da Defesa também não sabe se irá atuar na segurança pública. “Para isso, o governador tem que solicitar à presidente (Dilma Rousseff), que consulta o ministério e há, também, estudo político e, só depois disso, vem a autorização”, explica o general José Carlos De Nardi, chefe do EMCFA (Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas). “Além disso, a atuação deve ser apenas nas áreas onde ocorrerão os eventos”, observou.
As Forças Armadas apostam na experiência da Copa do Mundo, no ano passado, para organizar os Jogos Olímpicos de 2016, apesar das estruturas serem diferentes. Um exemplo disso é o bloqueio do espaço aéreo, normalmente feito duas horas antes e depois das competições. No Rio, segundo De Nardi, o esquema deverá ser outro, inclusive com o uso de mais aviões caças. “Alguns pontos estão sendo corrigidos, mas a parte operacional está pronta”, completa o almirante Ademir Sobrinho, coordenador operacional do EMCFA.
Na próxima semana, serão iniciadas as ações nas cinco capitais onde ocorrerão as partidas de futebol (Manaus, Brasília, Salvador, Belo Horizonte e São Paulo) onde começarão a ser montados os comitês regionais, formados por militares da Marinha e Exército, além de autoridades locais, como o secretário de Segurança Pública e o superintendente da Polícia Federal.
As Forças Armadas vêm realizando eventos-testes no Rio de Janeiro como exercício para a Olimpíada. Em um deles, na competição de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas, os militares tiveram uma surpresa: um drone sem homologação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) estava sobrevoando o local, o que será proibido durante os jogos de 2016. O aparelho foi recolhido e seu proprietário preso.

FONTE FATO ON LINE

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