sexta-feira, 25 de julho de 2014

ESTAÇÃO BRASILEIRA NA ANTÁRTICA

Nova estação brasileira na Antártica já tem projeto vencedor

Projeto do Paraná vence concurso e obras deverão começar no final do ano

Jornal do BrasilLucas Altino Soares*
A Marinha divulgou na última segunda-feira (15) o projeto vencedor da estação na Antártica, que vai substituir a que foi destruída no início de 2012 devido a um incêndio. O arquiteto Fábio Farias, do Paraná, foi o vencedor do concurso que contou com mais de 70 trabalhos inscritos. Além da contratação do projeto, ele ganhará um prêmio de R$ 100 mil. O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) na Casa do Arquiteto Oscar Niemeyer, sede do Instituto de Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro (IAB-RJ)
O projeto prevê a construção de 19 laboratórios e terá capacidade para abrigar 64 pessoas no verão e 34 no inverno. A estação será ocupada por militares da Marinha e pesquisadores e vai ser construída no mesmo local da outra, com as obras previstas para começar até o final do ano.
Um dos diferenciais do projeto é a utilização de energia alternativa para abastecer a estação, como fonte eólica, solar fotovoltaica e energia a partir de queima de etanol. Em matéria publicada no site da IAB, o presidente da instituição, Sérgio Magalhães, declarou:
O projeto futurista do arquiteto paranaense Fábio Farias venceu o concurso
O projeto futurista do arquiteto paranaense Fábio Farias venceu o concurso
“Esse concurso é uma resposta belíssima que os arquitetos ofereceram para um problema muito difícil, mas que foi muito bem encaminhado. Temos que levar em consideração as condições adversas que vigoram na Antártica. É uma resposta importante porque considera os aspectos tecnológicos de economia de energia, de conforto técnico, de espaço adequado aos pesquisadores, e também porque construtivamente precisamos ter uma resposta que permita erguer a estação num prazo muito curto de verão na Antártica”.
Incêndio destruiu antiga estação no ano passado
Em fevereiro de 2012, um incêndio destruiu a estação que existia na Antártica. Após inquérito militar aberto pela Marinha, o ministério público militar (MPM) denunciou o sargento Luciano Gomes Medeiros por homicídio culposo, que era responsável pelo setor de máquinas da estação e sofreu queimaduras ao tentar apagar as chamas.
Segundo a denúncia, o sargento agiu com negligência ao realizar operação de transferência de combustível, resultando no incêndio. O militar, segundo o MPM, tinha a incumbência de transferir o óleo diesel de um tanque maior para outros dois tanques externos, existentes na Praça de Máquinas, e que alimentavam os geradores da base. Com a destruição da estação Comandante Ferraz, como era chamada e deverá ser mantida, a Marinha promoveu o concurso, junto ao IAB, para escolher um novo projeto de estação.
Programa na Antártica
A “proantar”, como é chamado o programa da Marinha de expedição na Antártica, começou no verão ente 1982 e 1983. O objetivo é realizar trabalhos de estudo e pesquisas no continente gelado. Além da estação, a Marinha conta com mais de cinco navios que auxiliam as operações.  

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